quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Assembleia decide iniciar greve dos aeronautas em 22 de janeiro

Em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quarta-feira (14/01), a categoria dos aeronautas (comandantes, copilotos e comissários) decidiu que a partir do próximo dia 22 fará paralisação de todas as decolagens entre 6h e 7h da manhã, em todos os aeroportos do país, em protesto contra a proposta considerada como inaceitável das empresas aéreas para a renovação da
CCT (Convenção Coletiva de Trabalho).
A paralisação continuará por tempo indeterminado e pode até ser intensificada, até que haja uma resposta positiva do SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas).
Os aeronautas reivindicam, entre outras coisas, escalas de trabalho que gerenciem o risco de fadiga dos tripulantes, limitação dos períodos de trabalho nas madrugadas e jornadas menos extensas, condições que afetam diretamente a segurança de voo e a qualidade de vida destes trabalhadores.
Na questão econômica, a categoria decidiu, também em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quarta-feira, reduzir a pedida para 8,5% de reajuste salarial, tomando como base indicadores que demonstram o crescimento do setor aéreo — a demanda inicial era por 11% e depois caiu para 9%.
A nova proposta será apresentada ao SNEA, que até o momento oferece apenas 6,5% — ou seja, somente 0,17% de ganho real em relação ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que fechou 1º de dezembro, data-base da categoria, em 6,33%. Em caso de negativa, fica mantida a greve convocada para começar a partir do dia 22.
“Nosso objetivo não é apenas financeiro. As reivindicações sociais, relacionadas a escalas e jornadas de trabalho justas, são tão importantes quanto as econômicas. Entendemos que elas não acarretam impacto para as empresas, e por isso consideramos intransigência o não atendimento destes itens”, diz o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, comandante Adriano Castanho.
“Inicialmente, a paralisação é de uma hora para trazer menos impacto para o público. A categoria está preocupada, além de garantir seus direitos, em manter o atendimento à sociedade”, pondera Castanho.
Informações do SNA

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